Dor de cabeça frequente — mais de 15 dias por mês — afeta cerca de 3% da população adulta e é uma das principais causas de absenteísmo no trabalho. Mas "dor de cabeça" é um sintoma, não um diagnóstico. Saber o tipo faz toda a diferença.

Os tipos mais comuns

Cefaleia tensional

A mais comum de todas. Pressão ou aperto ao redor da cabeça (como uma faixa), geralmente bilateral, que piora ao final do dia. Causada por tensão muscular no pescoço e ombros, má postura, estresse e fadiga visual. Intensidade leve a moderada — não impede atividades.

Enxaqueca (migrânea)

Dor pulsátil, geralmente de um lado só, intensidade moderada a severa, que piora com movimento, luz e barulho. Pode vir com náusea e vômito. Dura 4 a 72 horas sem tratamento. Afeta 15% da população, mais mulheres. Tem gatilhos: hormônios, vinho tinto, queijo curado, privação de sono.

Cefaleia por uso excessivo de analgésicos

Um paradoxo doloroso: usar analgésicos (ibuprofeno, paracetamol, dipirona) mais de 10–15 dias por mês para tratar dor de cabeça cria um ciclo que piora a frequência das dores. É uma das causas mais subdiagnosticadas de cefaleia crônica.

Cefaleia em salvas

Rara mas intensa. Dor unilateral ao redor do olho, extremamente severa, dura 15 a 180 minutos, pode acontecer várias vezes ao dia. Frequentemente acompanha olho vermelho, lacrimejamento e coriza no mesmo lado. Chamada de "a pior dor que existe" por quem tem.

Gatilhos comuns que você pode controlar

Sinais de alerta — procure emergência

Quando procurar um neurologista?

Consulte se as dores ocorrem mais de 4 vezes por mês, se prejudicam sua vida diária, ou se os analgésicos comuns pararam de funcionar. O tratamento profilático (preventivo) com medicamentos específicos pode reduzir 50–70% das crises.